quinta-feira, 5 de março de 2009

SILENCIO

Quando o clima fica tenso e o ar pesado, quando há dor, angustia ou algum mal entendido, ele entra. Nossos olhos param e se focam. Ficamos próximos mas não há toques. Nem uma palavra dita, mas milhões de pensamentos, e mesmo com tanta bagunça interna nossos olhos continuam paralisados, eu te olho e você me olha. Enquanto isso os pensamentos vão se acalmando, o ar fica mais leve, e nosso olhos mesmo paralisados começam a brilhar. Os músculos relaxam, então desvio o olhar e vejo um pequeno sorriso em sua boca e sorrio também. Mexo minha mão querendo que me de a sua. E em um impulso quase que sincronizado um abraço, um suspiro, e sem nenhuma palavra dita um beijo de alivio. Um corpo sobre o outro. Os olhos antes paralisados se reviram. O suor se mistura. O amor se espalha... . .... .. ...

O nosso silencio nos salva.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Nossas Histórias

Não foi uma noite como outra qualquer. Foi uma noite intensa, na qual eu me perdi em meio ao passado dele. O passado era bonito era mulher e eu a via no meio de muitas pessoas, não sei o que eu sentia, não era medo, não era tristeza, não era felicidade, não era agonia, não era nada. Era somente estranho. Por tantas vezes eu o ouvi falando dela, eu ouvi histórias bonitas, engraçadas, enfim... Eu não queria sorrir muito largo para não fazer teatro, eu não queria ficar com os olhos empedrados para não parecer triste, eu queria ser simples, eu não queria chamar atenção, eu queria dar espaço para ela passar, eu queria ir embora, e queria ficar. Eu queria dizer oi, e também não conseguia me aproximar. Eu queria dizer que eu não sou ruim, que eu não escolhi ele pra amar. Eu queria dizer.... Mas ela com certeza não iria querer me escutar. Foi assim com a Claudia, que se apaixonou pelo João meu ex namorado (nomes fictícios) Enfim... Eu vou contar uma história pra vocês, eu namorei o João 3 anos até o dia que surgiu a Claudia uma mulher alta, magérrima, e peituda que trabalhava com ele (estagiária). Por algumas vezes eu fui ao escritório onde eles trabalhavam e cumprimentava a Claudia. Um dia eles resolveram ficar juntos. Passaram-se dois meses, e a Cristina irmã do João, super amiga minha me convidou para a Formatura, eu estúpida fui, a mãe do João junto com a Cristina e o pai vieram me buscar aqui em casa, já que o salão era bem pertinho, e eu já sabia que teria que encher a cara para aguentar. Como chegamos no começinho os amigos da Cris que eu conheço não estavam la. RESULTADO: Sentamos na mesa: Eu, A Cris e o namorado, a mãe e o Pai, O João e a Claudia. Sim isso aconteceu. Cumprimentei os pombinhos e a mesa entrou em um clima tão tenso que eu poderia cortar o ar com faca. O jantar chegou a mesa, e a minha reação claro, foi ânsia. Larguei meu prato na metade e desci para dançar e beber, chegaram os amigos e o clima melhorou junto com o álcool no meu sangue. Bom, hoje o João e a Claudia moram juntos, nunca mais o vi, o meu contato é somente com a Cris. Bom depois de uns 6 meses eu voltei pra mim. E comecei a escrever, e não parei mais. Porque imaginei quantos corações estavam se partindo no mesmo momento do meu. Por isso eu geralmente escrevo sobre o amor, a dor e tudo que vem junto. A minha história e a dela são parecidas como a de muitos outros.E eu estou nesse mundo para amar, para amar e escrever até o fim.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

São Luis Do Paraitinga



Pela primeira vez eu conheci o carnaval. Não o carnaval axé Bahia segura o tchan, não. Era um Carnaval daqueles que se vêem em documentários, daquelas cidadezinhas históricas bonitinhas. Era um Carnaval cheio de cor, cor nas casas, nas fantasias, nas ruas, e nos sorrisos. Era um batalhão de pessoas chegando pelos mesmos motivos: Sorrir, colorir, pular, enfim. Eu não conseguia parar de girar, era muito para olhar. Éramos nós e 18 pessoas desconhecidas na mesma casa de concreto. Foi um Big Brother 50 especial de Carnaval. Entre sorrisos, cores, bebidas, açaí com vodka, açaí sem vodka, colchões espalhados pela casa, conhecemos pessoas incríveis. Nessa cidade não existe Axé, nada de babado novo, Calipso Nada! Ah que boom, nessa cidade só existe marchinha de Carnaval. E quando eu falo isso não estou querendo dizer da “pipa do vovo” Não, la eles tem as marchinhas próprias. A cidade enche tanto que todas as lojas sejam elas de móveis, ou costura, roupas, tudo vira Bar, todas vendem salgados e bebidas, a cidade vira uma balada gigante, era musica pra todo lado, era todo mundo amigo, era o meu primeiro Carnaval sem assistir desfiles, e sem pressa pra acabar. Minha pressão baixa e minha querida Hipoglicemia me derrubaram em alguns momentos, mas acho que vi de tudo, acho que dancei o máximo, fotografei todos os momentos e cenas perfeitas que queria. E ando vivendo tão feliz como eu sempre quis.

A minha dica vai ficar e forte dessa vez.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

É hora


É hora de tirar a Fantasia do armário, se fantasiar e criar um outro eu. É hora de muitas cores, papeis brilhantes, lantejoulas, serpentinas nos ares e confete no cabelo. É hora de dançar, suar, pular gritando, cantar pulando, cair bebendo ou beber caindo, tanto faz. É o nosso esperado prolongamento de férias super agradável. Para aqueles que assistem o desfile na globo, para aqueles que simplesmente vão a praia, ou ao campo descansar, ou para aqueles como eu, que vão tirar a uruca pra fora de tanto pular, tanto faz. Que cada um aproveite do jeito que preferir, pois depois disso não há mais enrolações para o ano realmente começar. E eu me despeço por um tempo. Por um tempo que vai dar o que escrever. Vou deixar meu cachorro no Hotel, dar aquela passada na 25 de Março, encher minha mala de cores e máscaras, e algumas garrafas e estarei realizada. Não quero conforto, só muitas risadas, para chegar com a alma leve e lavada.

Bom Feriado a todos!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

TERAPIA

Oi meu nome é Thais
- OOOOi Thais
Vim aqui porque estou com um problema, claro, preferi uma terapia em grupo pois preciso escutar todos, eu preciso escutar o porque do sofrimento de cada um. Eu nunca disse isso antes, mas eu me fascino com o sofrimento dos outros. É interessante, acho que nos faz perceber muitas coisas, nos abre os olhos para alguns problemas, e começamos entender a outra a fundo.
Eu sofro com muitas coisas, eu sou forte de aparência, mas não deixo uma oportunidade de chorar. Ah eu desabo, não seguro choro. Não tenho vergonha do que me fere, nem das caretas que fazemos quando choramos.
-Prossiga
Bom, a minha vida se resume a duas palavras : Inconsequência e Amor. Isso sou eu. Sou essas duas palavras. Agora que já me conhecem vou discorrer sobre. Nada do que faço é pensado, eu simplesmente ajo. Arraso minha conta no banco quando me da vontade, saio a noite sem ter com quem ou dinheiro para voltar. Todos os cursos que comecei parei, menos minha faculdade, esta não há como. Esta sou eu inconseqüente resumida. Agora quanto ao amor. Bom eu não vivo sem, eu preciso amar, eu preciso me sentir amada e protegida sempre. Tabom, vocês devem estar pensando “e quem não quer isso”. Calma... A coisa é um pouco mais complicada. A minha vida para em função do amor. Esqueço minhas obrigações, atraso pagamentos, não volto pra casa, desenho e escrevo o tempo inteiro, faço planos ao invés de trabalhos finais, sonho ao invés de fincar meus pés no chão, e não há nada que mude isso. Incrível. Sou uma escrava do amor. Sou uma pessoa muito feliz. Meus olhos então sempre brilhando, eu simplesmente adoro andar com cara de boba pelas ruas vendo as pessoas me olharem e sorrirem também. Putz a minha felicidade contagia. Quando eu sento para fazer um projeto para a faculdade, um dia antes, claro, consigo ter boas idéias, minha mente esta sempre leve, por mais que nunca entregue o projeto completo estou sempre na média. O meu quarto anda sempre desorganizado mas São Longuinho sempre esta por perto, posso demorar mas sempre acho. Bom acho que é isso, eu precisava mesmo parar para olhar pra dentro do problema, e ver como ele fica pequeno perto das minhas alegrias. Bom pessoal, fica a dica hein? Obrigada.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

CAMA

Em quarenta dias, cinco eu dormi sozinha. Como minha cama é grande. Essas camas de solteiro estão aumentando ou será que eu diminui. Eu não preciso de tanto espaço. Nós cabemos na sua cama pequena. Se revirando a noite. Eu puxo o cobertor enquanto você se descobre, você puxa e eu te descubro. Acordamos sempre descobertos. Poderíamos dormir em qualquer canto. Menor que sua cama. Menor que meia cama. Enquanto eu estiver roubando seu calor escutando seu coração terei bons sonhos eu sei. Mas agora que voltei pra casa da minha mãe, da minha mãe sim, pois eu me sinto em casa ao seu lado independente de onde estejamos. Enfim, férias terminam. Olho pra minha cama e por mais cansada que eu esteja não sinto vontade de deitar. Esse cobertor rosa pálido não tem nada parecido com o seu suor, também não tem batimentos, e por mais que eu me enrole nele, vai... Não é nada parecido. Ele não me olha enquanto durmo, ele não mexe nos meus cabelos para que eu tenha bons sonhos, ele não se enrosca em mim quando eu estou longe. Claro que não. Nunca pensei que dormir sozinha fosse tão difícil. Será que esquecerei meus sonhos antes de te encontrar? Incrível como que quando coisas maravilhosas acontecem na nossa vida, não consigamos pensar como era antes disso. Antes de você eu dormia sozinha, antes de você meu cobertor me bastava, antes de você meu sorriso era outro, meu beijo parecia mais seco, meus olhos mais opacos, meus sonhos solitários, meus planos egoístas...
Antes de você não havia saudade, não havia delírio. Antes de você não havia...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Treze e nós

Foi em uma madrugada como outra qualquer nas quais eu nem meu namorado costumamos dormir. Pois o nosso horário de dormir é quando nasce o sol. A minha vontade de ter um cachorro era tão grande que transbordava. Ele me dizendo que não era a hora pois nós pretendemos ir para a Europa fazer uma pós. Mas eu não queria saber, poxa isso será somente quando eu me formar, eu quero esse cachorro agora. Quando eu era menor eu ganhei uma cadela vira-lata, chamava Flexa com X! Bom como eu era pequena demais, quem passeava e dava banho era meu irmão, deu no que deu, a cadelanão estava nem ai pra mim rs! Voltando... E foi naquela madrugada que eu o convenci, assim que amanheceu liguei em um sítio criador de Bulls Terrier, sabe o cachorro da Doc-Dog? Então é esse. Bom, liguei e falei pra mulher entregar no mesmo dia, fomos para a Cobasi comprei o Kit cachorro completo, ele chegou, apertei mais que tudo e fomos pra Rio Claro UFA! Loucura. A loucura mais linda branca e fofa de todos os tempos. E quando nos demos conta tínhamos acabado de formar uma verdadeira família. Sei que muitos tem cachorro, nós pensávamos que daria muito menos trabalho que um filho. Mas que?A única diferença é que não podemos trancar um filho na lavanderia. Só essa. Passamos os dias falando NÃO. Ou FORA. Morder sapatos, mãos, entrar em lugares que é impossível de tira-lo, fazer cara de sonso, fazer manha tudo isso é com ele mesmo. É uma alegria imensa! Já assistiram Marley e eu? Bom se não, assistam! É um filme lindo! O cachorro não fala nem pensa alto JURO! Rs. Eu que achava que já estava completa, bom, agora me sinto infinitamente completa. Vai, só falta um apartamento... Bom mas isso a gente pensa depois, ou melhor trabalha mais. Enfim não há nada que me aborreça, nada que tire meu sorriso grande do rosto, eu me sinto duas vezes muito amada, lambidas e beijos e abraços triplos.

Olha só: