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quarta-feira, 11 de março de 2009

AMADA

Trilhos de portas, box, vidros, acrílicos, carpetes, o Sol queima mais forte no Centro da cidade e a minha obra segue cansada, com o desejo infinito de ser terminada. A faculdade que não acaba 5 anos de medições e projetos, urbanismo, conforto ambiental. A mãe carente, o irmão com o ligamento do joelho rompido, a empregada com gastrite, eu cozinhando o jantar todo errado. O dinheiro indo embora sem perspectiva de novo emprego. E eu estou feliz! Eu disse feliz? Não, eu quis dizer infinitamente feliz! Porque como sabemos o amor nos salva! Ah e como salva! É chegar na casa de cadeado quebrado subir correndo as escadas, jogar a bolsa no primeiro canto e correr pro abraço, o abraço que espero sorrindo o dia inteiro para ganhar a noite, é como se uma bolha nos envolvesse e nada mais pudesse me atingir. Existe sensação melhor do que a de se sentir protegida do resto do mundo? É quando ele me levanta e perco o chão, literalmente. E depois do abraço, um beijo que exclui todas as preocupações, como se aquele beijo as jogasse para o dia seguinte. E no dia seguinte eu levanto sorrindo de novo, pois sei que sentirei de novo a melhor sensação do mundo. A sensação de ser amada, realmente amada.