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domingo, 30 de novembro de 2008

O CRIME PERFEITO


Preciso escrever sobre o medo. Preciso escrever meus segredos e aliviar a dor do medo.
É tão forte que vezes sinto vertigem. Meu mundo anda girando sem parar. E eu já não pertenço mais a mim. Você me levou tudo. Foi um crime perfeito, tão bom que sem vc eu não faria mais sentindo. A minha coragem enfraqueceu. Estou irreconhecível para todos os que cresceram comigo.Eu estou somente amor. Transbordando em dor. O amor trás consigo o lado difícil. Entenda eu nunca soube sentir ciúmes. O medo de perder é avassalador. Mas suas palavras me fortalecem. Me regue com elas diariamente para que eu continue crescendo. Essas palavras eternas e puras. Minha vida é outra. Agora eu tenho uma vida ilustrada. E uma vontade maior do que antes de conhecer o mundo. Mas desta vez quero acompanhada. As histórias cabem entre eu, vc e uma barraca. Não. As histórias cabem a nós. Nada cabe entre nos. Não existe nada entre. Existe com, pode existir atrás, na frente, mas nunca entre a gente. Confusão. 5:06 da manhã. Minha cama esta grande demais.

Meu sono se foi

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Meu Eu

Era de noite, e eu andava pelo escuro sozinha na casa grande. Eu lembro tão bem como se fosse hoje. Sentia um cheiro estranho e uma vontade de vomitar terrível. Mas eu estava só e tudo me assustava. O barulho do atrito no carpete bege e velho me fazia tremer. Pensava que veria algo, pensava tão forte que quase via. Acendi uma vela e um cigarro pra me fazer companhia. Seguia respirando fumaça com a cera queimando minha mão. Droga não achei um maldito prato para apoiar. O telefone infeliz não funcionava, por isso sempre preferi as coisas velhas, como um fio faz falta.Era a minha caminhada até a janela que dava para a rua, em passos pequenos, e leves por causa do atrito. Não encostava em nada, por mais que sabia onde estava a parede tinha medo, medo de de repente encostar em alguém. Evitava sair correndo. Pânico. Pensei em jogar o cigarro, mas a fumaça me acalmava. Para onde tinham ido todos, e a luz? Era só a luz que eu desejava naquele momento. Piso frio. Sala de Estar. Escura. Queria gritar o nome do meu cachorro, mas não. Não fazia nada a não ser andar quieta. Suada. Minhas mãos doíam queimadas. O latido do cão me fez derrubar a vela que se apagou. Imediatamente me abaixei atrás do bar e la fiquei, e fiquei. Eu desejava desmaiar e acordar com a luz. Faltava pouco. Carpete de novo, desta vez macio. Sala de Jantar. Eu esbarro na pequena estante do vaso e o derrubo, o barulho do vidro naquele silencio absoluto foi escandaloso e eu gritei. Gritei forte, alto e com medo. Gritei como se fosse um ultimo grito. Me arrepiou a alma senti medo do grito e chorava. Chorava alto. Tinha medo do choro alto. Tinha medo do grito. Tinha medo do eco. Tinha medo do pensamento. Tinha medo do escuro...

Eu tinha medo de mim.